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quinta-feira, junho 14, 2007

O edital

O site da Câmara do Porto continua a sua senda de blog de propaganda. Agora, a propósito da manifestação silenciosa que teve lugar no dia de estreia da peça Jesus Cristo Superstar, de Filipe La Féria, aparece um lacaio a verberar sobre o director-adjunto do Jornal de Notícias, David Pontes, pela sua participação no protesto. A coisa chega ao ponto de ser divulgado um vídeo (aparentemente patrocinado pela Câmara) onde se mostra o jornalista ostentando um dos cartazes simbólicos que foram distribuídos – como se apanhado em "flagrante", em "pleno delito", "com as calças na mão".

Achei curiosos alguns dos comentários ao panfleto: vozes que não me surpreenderia que fossem de outros lacaios do município, chamam a atenção para a falta de equidade do jornal, demonstrada pela presença do director-adjunto na Praça D. João I e pela linha editorial seguida pelo diário. Fala-se em rigor, isenção, objectividade. Noutros países mais civilizados já há muito que é pacífica a liberdade de orientação dos diversos jornais. Nem o Guardian, nem o The Independent, nem o Le Monde, o La Repubblica, o El Pais ou o ABC têm qualquer pejo em expor claramente as suas posições políticas, as suas preferências e aversões, e de organizar a sua agenda em função delas. Ninguém é apanhado desprevenido. Ao comprar o jornal X o cidadão sabe o género de abordagem que encontra e pode perfeitamente preteri-lo pelo jornal Y, caso não se queira enervar. Aqui estamos longe disso.
E continua a acusar-se os jornalistas de "parcialidade" e "falta de rigor" quando não se aborda aquela notícia que procuramos, ou quando o tratamento dado não corresponde aos nossos desejos. Assumisse cada jornal uma tendência clara e teríamos um espaço público verdadeiramente democrárico e plural. Sem subterfúgios e "sugestões", com a bandeirinha certa para cada um.

Mas nem sequer é isso que importa neste episódio. O grave é condenar-se um cidadão (através de um vídeo de denúncia) pelo simples facto de expor a sua opinião. Como se, na qualidade de jornalista (ou director de jornal), tivesse deveres de recato e imparcialidade sobre matérias públicas na sua vida privada. E como se, nos editoriais (que não são notícias, alimárias!, são espaços de opinião), devesse manter a equidistância honrosa e ascética de quem não tem posição sobre o assunto. O grave é usar a plataforma de uma instituição pública para campanhas de perseguição e denúncia, com uma linguagem daninha, reveladora da exiguidade mental desses “spin doctors”. Como se o site da Câmara do Porto fosse um edital onde se afixa o nome dos criminosos e degenerados. À custa do nosso dinheiro.

Sobre o ambiente malsão desta cidade (que cada vez tem menos gente para a cheirar), leia-se o editorial de hoje do Público (muito pouco rigoroso) e este post do Kontratempos (tremendamente parcial).

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6 Comments:

Anonymous Anónimo said...

O editorial é muito pouco rigoroso? Porquê? O post do Kontratempos é parcial porquê, podemos saber? Estão lá estatísticas concretas dos relatórios de contas. Se não tem outros dados para apresentar, esteja calado.

2:02 da manhã  
Blogger ris said...

Depois de ler o post não percebeu o sentido irónico dos parêntesis? São textos com que estou de acordo.

4:31 da manhã  
Anonymous Carlos José Teixeira said...

Não há fartura que não traga fome? Será?
Aparentemente, após um período em que as normas éticas não significavam nada para a maioria das pessoas, parecem agora querer retirar-lhes a liberdade de serem cidadãos.
Após um período em que a democracia jovem era permissiva [bons tempos, pá...], esta parece querer fugir a sete pés e retomar os métodos antigos.
Fugimos todos ou ficamos a ser mais um?
E se ficarmos? Ficamos a ver ou fazemos alguma coisa?
O Porto [e diria todo o Norte] está cada vez mais feudal e cheira-se ao longe a podridão dos corredores.
Viva o Leixões.

8:34 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Confesso que concordo com o "outro" anónimo: Não fica nada clara qualquer ironia, mesmo aplicando os parêntesis, da "falta de rigor" do editorial do público e da "muita parcialidade" do Kontratempos...
Vocês escreve bem, mas tem de ter cuidado com a vastidão dos públicos, para que cara bata certo com a careta...

6:23 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Sobre isto, e para já, só consigo articular a palavra nojento.

Creio que a incapacidade dos anónimos, who else senão esta estranha espécie, para perceber a ironia é o resultado da clivagem que esse senhor pretende criar na cidade, tal como já fez com o FCP.

assin: f, ou anónimo irritado com anónimos

9:07 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Caro F: quando eu, sob anonimato ou de cara descoberta, passo os olhos pelos Blogs por causa de um assunto específico (como foi o caso deste), não o faço para ficar necessariamente mais informado, mas sim para perceber em que sentido vai a chamada "opinião blogueira" (um dos vários compartimentos da chamada opinião pública). Pelo que clivagens, falhas tectónicas ou meras brechas que possa haver no Porto nunca poderão ser sinónimo de uma qualquer incapacidade minha...

Ass: Anónimo irritado com os F's

3:07 da tarde  

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